Eixos temáticos

Os eixos temáticos do II Colóquio Mato-grossense de Educomunicação e I Seminário Virtual de Práticas Educomunicativas:

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1. Educomunicação, Protagonismo juvenil e Empoderamento

O paradigma da Educomunicação aponta para uma nova maneira de se realizar práticas que valorizem o processo comunicativo, o protagonismo dos atores sociais em vista de um empoderamento social. Tendo nascido nas práticas da educação não-formal, a Educomunicação vem adentrando também o universo da educação formal por meio de atividades no contraturno escolar e aos poucos chegam também ao curricular escolar. Quando é dado aos atores sociais espaço para expressarem suas ideias e criatividade, o processo comunicativo flui por meio de metodologias participativas e colaborativas. É o empoderamento das forças e estratégias da comunicação, das formas de fazer produção audiovisual, dentre outras, que torna a Educomunicação viva no interior dos grupos. Nesse sentido, o processo é mais frutífero que o produto a ser desenvolvido.


 

2. Educomunicação e Direito à comunicação

A comunicação também é um Direito Humano por ser considerado um dos pilares centrais de uma sociedade democrática. Isso significa reconhecer o direito de todas as pessoas terem voz e se expressarem. É mais do que o direito a liberdade de expressão e o direito à informação. É o direito de acesso aos meios de produção e veiculação de informação, de se apropriar de técnicas e materiais para ouvir e ser ouvido, enfim de ter o conhecimento necessário para estabelecer uma relação autônoma e independente frente aos meios de comunicação. Entretanto, esse direito ainda não é assegurado pela sociedade, por este motivo, é preciso lutar para eliminar os impeditivos, exigindo que o Estado promova a pluralidade, a diversidade e a luta constante pela superação dessas desigualdades. É nesse sentido que a Educomunicação atua como uma propagadora desse direito ao promover programas, projetos e atividades que levam as pessoas a se apropriarem de recursos midiáticos e comunicativos para serem produtoras de cultura em seu cotidiano e entorno social.


 

3. Educomunicação e Projetos de extensão

A atividade extensionista é um dos pilares da universidade, juntamente com o ensino e a pesquisa. É por meio destes projetos que a instituição universitária atua incisivamente na comunidade onde está inserida. Esses projetos, geralmente, são coordenados por pesquisadores professores e/ou técnicos, tendo estudantes bolsistas que atuam na execução dos mesmos. Esse também é um momento enriquecedor para a universidade que não apenas oferecer a ação, mas também é beneficiada pela troca de saberes com os atores envolvidos nos projetos. O paradigma da Educomunicação se faz presente nessas ações se as mesmas contemplarem uma metodologia participativa, de uma gestão da comunicação dialógica e democrática, de uma abertura à construção de saberes de maneira coletiva e colaborativa, capaz de levar os participantes a serem protagonistas de projetos de mudança, inclusão social, desenvolvimento sustentável, de propostas culturais, em projetos midiáticos, dentre outras perspectivas.


 

4. Educomunicação e Webjornalismo

Com a aceleração da Cibercultura e das possibilidades que as ferramentas digitais apresentam às pessoas, muitos têm perfis em redes sociais. Outros tantos, têm blogs, webrádios, canais de vídeo para divulgar suas ideias. Todos têm a possibilidade de falar e ser ouvido. Entretanto, isso não quer dizer que sejam jornalistas ou façam webjornalismo. Muitos veículos de comunicação também estão na rede para ampliar as possibilidades de sua emissora de televisão e de rádio, de jornal ou revista. Outros produtos são desenvolvidos exclusivamente para a web, contemplando as características do webjornalismo, seus formatos e plataformas diversas, também as móveis. Algumas dessas experiências podem contemplar o paradigma educomunicativo com a participação ativa dos usuários na produção dos conteúdos – sejam jornalistas, acadêmicos de jornalismo ou mesmo uma gama de educomunicadores que atuam nessa perspectiva colaborativa, dentre outras abordagens que levem à expressão e à produção cultural e midiática.


 

5. Educomunicação, Jornalismo Ambiental e Educomunicação Socioambiental

A Educomunicação vem se fazendo presente no Jornalismo Ambiental e em projetos ambientais. O jornalismo cidadão traz uma importante contribuição para a prática do jornalismo ambiental em termos de cidadania na mídia e democratização da informação. Nessa perspectiva, como defende Wilson Bueno, o jronalismo ambiental é engajado, pois não abre mão da militância, levando à conscientização, mobilização, superação das desigualdades e denúncia dos grandes interesses. É nessa perspectiva de integração da dimensão cidadão e militância ambiental que a Educomunicação pode contribuir para o fazer jornalístico como instrumento de empoderamento social. O próprio Ministério do Meio Ambiente vem utilizando a Educomunicação como uma linha de ação do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) capaz de articular as ações comunicativas à educação ambiental, cujo objetivo é proporcionar meios interativos e democráticos que leve a sociedade a produzir conteúdos e disseminar conhecimentos por meio da comunicação ambiental voltada para a sustentabilidade.


 

6. Educomunicação e Práticas Educomunicativas

Há práticas educomunicativas por toda parte – em instituições, ONGs, escolas, grupos, associações, etc – levando ao protagonismo, ao empoderamento social, à apropriação das técnicas midiáticas, audiovisuais e jornalísticas e à produção cultural – seja profissional ou amadora.


 

7. Outras temáticas

O II Colóquio Mato-grossense de Educomunicação também receberá outras temáticas que não dialoguem explicitamente com a Educomunicação por estarem dentro de outra concepção paradigmática.