Jornalista e editor da Revista Viração discute cobertura educomunicativa feita por jovens

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Disseminador de práticas educomunicativas. Assim, é o educomunicador Bruno Ferreira que atua há cinco anos na ONG Viração Educomunicação. É responsável pela gestão da comunicação dos veículos institucionais e por seus produtos midiáticos, dentre os quais a Revista Viração e a Agência Jovem de Notícias. O jornalista participa da Mesa 2: Direito à comunicação, empoderamento e protagonismo juvenil, no dia 14 de junho de 2016, durante o II Colóquio Mato Grossense de Educomunicação.

 

“Trabalhar com educomunicação me permite ser um profissional múltiplo. Ao mesmo tempo, em que me dedico a uma organização que atua nesse campo, tenho a flexibilidade de me dedicar a projetos pessoais, alguns deles pontuais, mas que me trazem grande realização pessoal”. Para Bruno, essa possibilidade é coerente por ser uma prática de liberdade e um incentivo à autonomia. Entretanto, o jornalista é consciente de que precisa de atenção redobrada no sentido de saber, “até que ponto é possível se dedicar a diferentes iniciativas com responsabilidade”.

 

Quem trabalha na Viração tem posicionamento político coerente com os princípios da instituição. Certamente, você leu a notícia sobre a recusa para participar de programa no Globo News. A decisão foi baseada em seus 13 anos de história com crenças e ideais de democracia e luta pelo direito à comunicação. “Agradecemos seu contato, mas recusamos o convite para participar do evento na sede da Globo News por uma questão de coerência com o que acreditamos e fazemos na Viração, que diverge em absolutamente tudo do que pratica a Rede Globo. A Viração luta pelo direito humano à comunicação, violado desde sempre pela Globo, que atua fortemente para impedir qualquer tentativa de democratização das comunicações no País,” disse a nota.

 

Esse princípio de valorização da comunicação está presente na instituição. Em entrevista concedida à EBC Rádio, Bruno contou que no início dos anos 2000 existia muito material produzido para jovens, mas nenhum que envolvesse o processo deles na produção do conteúdo. Foi nesse contexto que surgiu a revista Viração como proposta de um “debate qualificado em torno dos direitos humanos”. Dentre suas produções, a Agência Jovem de Notícias atua com coberturas educomunicativas em eventos nacionais e internacionais como aconteceu na Conferência do Clima em Paris, em 2015.

 

Além de ministrar formações sobre comunicação, mídia, Educomunicação e Direitos Humanos, Bruno coordena algumas coberturas educomunicativas feitas por adolescentes e jovens. Vale a pena mencionar que Bruno realizou uma webconferência para alunos de Jornalismo da UniRondon e UFMT, em 2013. É idealizador e editor da Revista Caravela, cujas matérias contam no veículo e em seu blog, um anuário com produções literárias e artigos sobre cultura, sociedade e comunicação feita de forma colaborativa e disponível gratuitamente na internet.

 

Bruno Ferreira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, é especialista em Educomunicação: Comunicação, mídias e educação (ECA/USP) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais de Educomunicação (ABPEducom). É professor de Comunicação Social no Senac São Paulo, integrante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores.
Bruno Ferreira comenta “Posso falar na mesa sobre a produção de mídia por adolescentes e jovens em coberturas educomunicativas como forma de exercer o direito à comunicação e a participação política”.

 

Conheça um pouco mais Bruno Ferreira e a Educomunicação nesta entrevista.

 

 

 


Tudo sobre o II Colóquio Mato-grossense de Educomunicação

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